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Abrigamento de desalojados na rede hoteleira movimenta economia de São Sebastião em R$ 8,7 milhões

Levantamento feito pela Secretaria de Turismo de São Sebastião (SETUR)

aponta que o abrigamento de desalojados na rede hoteleira do município, após

a catástrofe do Carnaval, permitiu uma movimentação econômica que girou em

torno de R$ 8,7 milhões. Foram cerca de 1.200 pessoas hospedadas em 20

pousadas da Costa Sul, a região mais atingida, e na Colônia de Férias do Itaú,

na região central.


“Esse suporte para colocar essas pessoas em um abrigo com direito a cama e

três refeições ajudou as famílias afetadas e o próprio comércio das áreas

afetadas com recursos que também impediram que os estabelecimentos

fechassem suas portas”, explica a secretária adjunta de Turismo, Niuara Leal.

Foram 60 dias de abrigamento onde empresas privadas, do Terceiro Setor e

Organizações Não Governamentais (ONGs) se uniram com os governos

estadual e municipal no pagamento das diárias para essas famílias.


“O resultado foi bem positivo porque movimentou, principalmente, os bairros de

Juquehy, Barra do Sahy, Cambury e Boiçucanga, onde os moradores foram

abrigados, assim como os entornos com movimento nos comércios,

restaurantes, mantendo a rotina para que esses estabelecimentos se

mantivessem em funcionamento”, destaca Niuara.


O dono da Pousada Recanto dos Tangarás, Flávio Maturana, disse estar bem

satisfeito com o resultado. “No começo todo mundo tentava entender o que

aconteceria e como ficaria a situação. Quando fomos chamados para ajudar a

comunidade vimos que era possível e tivemos uma troca para que o comércio

se mantivesse forte”. Agora, passado três meses da tragédia, ele está confiante

de que, em breve, os turistas retornem. “Nossos clientes foram muito solidários

e estamos prontos para recebê-los de braços abertos”.


Esse também é o pensamento do empresário do setor hoteleiro, Fábio Miller,

da Pousada Aroeira, que se sensibilizou com a situação dos moradores da

Costa Sul e todo o apoio recebido com doações, abrigamento e gente ajudando

o tempo todo. “Se não houvesse esse apoio das empresas e do governo, com

certeza seria uma quebradeira total”.


Para André Vieira de Moraes, da Pousada Moryba, essa foi a forma que

conseguiram ajudar, abrindo para que as famílias pudessem ter um teto no

momento mais difícil. “Foi uma ajuda de mão dupla, porque poderíamos ter

demitido todos os funcionários”, diz André e completa que, em conversa com

as famílias, percebia que o fato delas conseguirem colocar a cabeça no

travesseiro, respirar, ajudava no andamento de todo o processo.


O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, agradece todo o empenho

disponibilizado para ajudar as famílias desabrigadas e ressalta como esse

apoio foi importante. “Por conta do apoio recebido do Estado, da União, de

pessoas que se sensibilizaram com a situação em São Sebastião, estamos

hoje na fase de reconstrução da nossa cidade”

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