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Desassoreamento avança em Ubatuba e gestão enfrenta passivos históricos da drenagem urbana


A Prefeitura de Ubatuba intensificou neste verão as frentes de desassoreamento e limpeza de rios, valas e canais em diferentes regiões do município, em uma ação que enfrenta um passivo histórico da infraestrutura urbana. Em alguns bairros, os serviços avançam sobre cursos d’água que permaneceram por décadas sem qualquer tipo de manutenção, ampliando riscos de alagamentos e transtornos à população.


Um dos pontos mais emblemáticos é o rio que corta o bairro Perequê-Mirim, onde a limpeza da calha ocorre após cerca de 50 anos sem intervenções. A retirada de sedimentos, lixo e vegetação acumulada liberou trechos antes obstruídos e reduziu pontos críticos de transbordamento em uma região historicamente afetada por enchentes durante períodos de chuvas intensas.


Para a prefeita Flávia Paschoal, o avanço das obras representa uma decisão política de enfrentamento a problemas estruturais que se arrastaram por décadas. Segundo ela, a ausência de manutenção expôs moradores a riscos recorrentes ao longo dos anos. “Estamos lidando com passivos históricos que impactaram diretamente a segurança da população. Investir em desassoreamento é investir em prevenção, planejamento e qualidade de vida”, afirmou.


Outro trecho estratégico contemplado pelas ações é o Rio Grande, na região da Barra dos Pescadores. Além da limpeza, as equipes realizam o aprofundamento e a regularização da calha, medida que melhora o escoamento das águas e também garante mais segurança para a navegação das embarcações que utilizam o rio.


Os trabalhos se estendem ainda a bairros como Perequê-Açú, Tenório e Itaguá, com limpeza de valas, retirada de sedimentos e desobstrução de sistemas de drenagem urbana. No Estufa II, as intervenções ocorrem de forma contínua, com frentes diárias de limpeza de valas e galerias.


De acordo com a Secretaria de Infraestrutura, as equipes retiram diariamente entre seis e oito caminhões de resíduos, o equivalente a 30 a 40 toneladas. Em períodos de maior intensidade, o volume pode chegar a 50 toneladas por dia, reflexo direto do acúmulo provocado por anos sem manutenção adequada.

O secretário de Infraestrutura, Carlos Alexandre Medeiros, o Tanaka, destaca que o desassoreamento é uma medida preventiva essencial para reduzir riscos de enchentes, erosões e danos à infraestrutura urbana, ao restabelecer o fluxo natural da água.


As intervenções contam com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, com recursos da Taxa de Preservação Ambiental, e integram o plano preventivo do município para o período chuvoso. Para a prefeita Flávia Paschoal, a ação sinaliza uma prioridade clara da atual gestão. “Prevenir custa menos do que remediar, e essa é uma escolha clara do nosso governo”, concluiu.


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