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Praia de Paúba registra novo ninho com 88 filhotes de tartaruga-cabeçuda

Uma nova ocorrência de nascimento de tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta) foi registrada na Costa Sul de São Sebastião, na Praia de Paúba, na noite da última quinta-feira (19). Ao todo, 88 filhotes vivos foram encontrados durante ação de monitoramento realizada pelo Instituto Argonauta, com apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Semam). Duas tartarugas nasceram no momento em que as equipes acompanhavam a área.


Após a constatação da presença dos filhotes, o local foi isolado para garantir a segurança dos animais, que seguiram naturalmente em direção ao mar. Além dos exemplares vivos, foram registradas 15 tartarugas mortas e 20 ovos que não chegaram a eclodir. O material foi encaminhado para avaliação técnica pelo Instituto Argonauta, responsável pelo monitoramento e preservação da fauna marinha na região.


A ocorrência acontece um dia após o registro do nascimento de quatro filhotes da mesma espécie, identificado na quarta-feira (18). O pescador e ambulante Sebastião Benedito Vargas Santos, conhecido como Ditinho, de 55 anos, e sua esposa, Aparecida de Oliveira, localizaram um dos filhotes na faixa de areia e acionaram a Semam, o Instituto Argonauta e a Fundação Projeto Tamar.


Técnicos da Fundação Projeto Tamar e do Instituto Argonauta realizaram diligências até identificar o ninho, localizado apenas no período noturno. A fêmea responsável pela desova não foi encontrada, comportamento considerado natural, já que as tartarugas marinhas depositam os ovos na areia e não acompanham o desenvolvimento dos filhotes.


Segundo a médica-veterinária Mariana Zillio, do Instituto Argonauta, o Litoral Norte paulista não é considerado área regular de nidificação da espécie. “Não somos área prioritária de desova, mas registramos ocorrências esporádicas. O monitoramento contínuo é essencial para proteger esses eventos pontuais”, explicou.


O período médio de incubação dos ovos é de cerca de 60 dias, podendo variar de acordo com as condições ambientais, como temperatura e umidade da areia.


Orientação à população

Ao encontrar filhotes ou indícios de ninho, a recomendação é não tocar, não recolher e não tentar conduzir os animais até o mar. A manipulação pode causar estresse e comprometer o sucesso da eclosão. A orientação é manter distância e acionar imediatamente os órgãos ambientais do município ou as equipes especializadas.

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