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Educação de Ilhabela tem dois projetos reconhecidos no Prêmio FLUPP 2026

A educação municipal de Ilhabela voltou a ganhar destaque regional com o reconhecimento de dois projetos escolares no Prêmio FLUPP de Educação 2026, iniciativa incentivada pela Associação de Municípios do Vale do Paraíba e Litoral Norte (AMVALE), em parceria com a Fundação Lúcia e Pelerson Penido. A cerimônia foi realizada na última quinta-feira (26), em Lorena.


Os projetos reconhecidos foram desenvolvidos na Escola Municipal Paulo Renato Costa Souza e tiveram como autores os professores Jean Luka Fernandes Dutra e Bruno Politano Beraldo de Almeida. A premiação valoriza experiências pedagógicas da rede pública e não estabelece classificação entre os trabalhos selecionados, dando o mesmo destaque a todas as iniciativas contempladas.


Um dos projetos premiados foi “Estudo do Meio na Cachoeira da Bruxa em Ilhabela-SP: Um Passo Orientado Para a Formação da Consciência Ambiental”, de Jean Luka Fernandes Dutra. A proposta trabalhou a alfabetização cartográfica dos estudantes a partir de atividades em sala de aula e de uma vivência prática no território de Ilhabela, com foco também na formação da consciência ambiental.

Embora o professor não integre mais a rede municipal, o trabalho seguiu como referência pedagógica e garantiu reconhecimento ao município.


Na prática, os alunos estudaram mapas, cartas, plantas, produções cartográficas e imagens de satélite antes de participarem de uma trilha de cerca de 2 quilômetros na Cachoeira da Bruxa. Em duplas, eles precisaram se orientar com mapa e bússola para definir o trajeto, em uma atividade que reuniu teoria, prática e conhecimento espacial, além de ampliar a percepção sobre a Mata Atlântica e o território onde vivem.


O outro projeto reconhecido foi “MUVUCAXE – África em Miniatura, Camarões Fazendo Cultura”, de Bruno Politano Beraldo de Almeida, desenvolvido com foco na educação antirracista. A iniciativa, realizada em alusão ao Dia da Consciência Negra, existe há mais de dez anos na escola em diferentes formatos e, desde 2024, passou a adotar o nome “Muvucaxe”, combinação de termos de origem africana que remete à ideia de “celebração poderosa”.


Organizado de forma interdisciplinar, o projeto incluiu formação antirracista para professores, rodas de conversa, análise de filmes brasileiros sob a ótica do racismo estrutural e atividades voltadas à releitura de rebeliões e revoluções coloniais brasileiras com protagonismo negro. Ao longo de três dias, a programação também reuniu exposições, batalha de rima, sarau de poesias, baile charme, capoeira e degustação de feijoada, em uma proposta de valorização da cultura afro-brasileira dentro do ambiente escolar.


Para o secretário de Educação, Fábio Merlin, o reconhecimento evidencia não apenas o trabalho dos professores premiados, mas o esforço coletivo das unidades escolares. Segundo ele, projetos pedagógicos de destaque são resultado do compromisso conjunto de educadores, equipes gestoras, funcionários, estudantes e famílias.


Com os novos reconhecimentos, Ilhabela repete o bom desempenho alcançado na edição anterior do prêmio, quando dois projetos da rede municipal também estiveram entre os destaques regionais. O resultado reforça a visibilidade das práticas pedagógicas desenvolvidas no município e o investimento em propostas que articulam aprendizagem, território, cultura e cidadania.

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