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Ex-prefeito Felipe Augusto é alvo de inquérito da Polícia Civil


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A Polícia Civil de São Sebastião instaurou, no último dia 12, um inquérito para investigar o ex-prefeito Felipe Augusto por suspeita de práticas ilícitas durante sua gestão à frente da administração municipal. O procedimento foi aberto a partir de solicitação da Promotoria de Justiça e se baseia em informações levantadas pela Operação Recidere, conduzida pela Polícia Federal e pela Receita Federal desde novembro de 2023.


A investigação nacional tem como alvo um amplo esquema de movimentação ilegal de recursos para o exterior, envolvendo diferentes empresas e operadores financeiros.


Segundo a apuração, Felipe Augusto teria recebido vantagens indevidas da empresa Neobrax Ltda., fornecedora de testes de Covid-19 e produtos de higienização para a Prefeitura de São Sebastião. De acordo com os investigadores, a propina correspondia a 10% dos contratos firmados com o município. Os registros apontam que a empresa vendeu ao poder público mais de R$ 3,1 milhões em kits de testagem e cerca de R$ 144 mil em materiais como álcool em gel e sanitizantes.


Em um computador apreendido com o proprietário da Neobrax, foi encontrada uma planilha que detalhava o faturamento da companhia. O documento mostra que, até junho de 2021, somente em São Sebastião, a empresa já havia arrecadado mais de R$ 2,2 milhões com a venda de testes rápidos de Covid-19. Além dos valores repassados, o ex-prefeito teria sido beneficiado também com outras vantagens, incluindo viagens de helicóptero e a transferência de um imóve

l localizado na capital paulista.


A Operação Recidere foi deflagrada em novembro de 2023 e resultou no cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão em municípios paulistas e em Florianópolis, Santa Catarina. A ação mobilizou cerca de 150 agentes públicos, entre policiais federais e auditores da Receita.


As investigações revelaram que o grupo movimentou mais de R$ 4 bilhões por meio de empresas de fachada criadas para dar aparência de legalidade às transações. O esquema funcionava em camadas: primeiro, o dinheiro era depositado em contas ligadas às empresas controladas pelos operadores, depois era pulverizado em outras contas e, em seguida, remetido ao exterior por meio de operações ilegais de câmbio ou pela compra de criptomoedas.


No período de janeiro de 2018 a dezembro de 2020, os investigadores estimam que mais de R$ 1,5 bilhão tenha sido transferido para fora do país de forma clandestina.


Para viabilizar essas operações, eram utilizados contratos de importações fictícias, pagamentos antecipados de negociações que nunca existiram e importações superfaturadas. Em alguns casos, a mesma declaração de importação era usada para formalizar dezenas de contratos de câmbio em diferentes bancos, criando um efeito multiplicador da fraude.

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