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Executivo e Câmara aumentam pressão por solução na Tamoios

há 11 minutos
3 min de leitura

Os sucessivos fechamentos da Serra antiga da Rodovia dos Tamoios, as horas de espera e os problemas na operação de comboios pela Serra Nova aumentaram a pressão por uma solução para uma situação que há anos afeta o Litoral Norte. Em Caraguatatuba, Prefeitura e Câmara Municipal se mobilizaram e cobram medidas para reduzir a frequência das interrupções e os impactos na rotina de moradores, trabalhadores, turistas e serviços da região.


O último fim de semana voltou a expor o problema na principal ligação entre o Litoral Norte e o Vale do Paraíba. Com chuva persistente e risco de escorregamentos, a Serra antiga passou por sucessivas interdições. Em um dos períodos, ficou fechada por mais de 37 horas consecutivas, entre a noite de domingo (13) e a manhã de terça-feira (15).


Com o trecho interditado, o tráfego nos dois sentidos foi concentrado na Serra Nova, com comboios e sistema Pare & Siga. A operação também enfrentou dificuldades. Acidentes dentro dos túneis interromperam temporariamente a circulação e aumentaram o tempo de espera.


Foram horas de filas e viagens muito além do previsto, situação que provocou reclamações nas redes sociais e repercussão na imprensa. Usuários também questionaram a estrutura oferecida durante a espera e as informações sobre horários dos comboios e previsão de liberação.


Diante do cenário, o prefeito Mateus Silva foi à Serra antiga no domingo, acompanhado de representantes da Defesa Civil, secretarias municipais, Polícia Militar Rodoviária e Concessionária Tamoios. Após vistoria, uma pista chegou a ser liberada para a descida ao Litoral Norte. Poucas horas depois, porém, o tráfego precisou ser novamente interrompido por segurança, após queda de árvore e escorregamento de terra em pontos da rodovia.


“Caraguatatuba e o Litoral Norte não aguentam mais essa situação”, afirmou Mateus Silva. Para o prefeito, a segurança dos usuários é prioridade, mas a frequência das interdições exige investimentos e medidas que diminuam os impactos sobre a região.


“Tem trabalhador perdendo emprego, o custo de vida aumenta e temos pessoas que precisam subir a serra para fazer tratamento de saúde no Vale do Paraíba”, disse.


A mobilização também terá um desdobramento técnico. A Defesa Civil de Caraguatatuba prepara um relatório sobre a situação da Serra antiga, que deve ser encaminhado às autoridades competentes, entre elas o Governo do Estado de São Paulo e o Ministério Público, para subsidiar a cobrança por providências.


Câmara amplia pressão

A cobrança ganhou força também no Legislativo. Na terça-feira (15), o presidente da Câmara, Antonio Carlos Junior, apresentou uma Moção de Repúdio à Concessionária Rodovia dos Tamoios, com apoio dos demais vereadores.


O documento questiona as medidas de comunicação, planejamento, contingência e assistência aos usuários durante as recentes interdições. A Câmara reconhece que os bloqueios são necessários quando há risco, mas cobra uma estrutura adequada para atender quem passa horas à espera da retomada do tráfego.


“Nós não estamos cobrando que a concessionária coloque vidas em risco para manter a rodovia aberta. Estamos cobrando que, quando a rodovia precisar ser fechada, o cidadão não seja abandonado. Segurança também é informar, orientar, assistir e respeitar quem ficou parado na estrada”, afirmou Antonio Carlos Junior.


As informações sobre liberações e horários dos comboios também entraram na cobrança. A moção relaciona ainda o pagamento do pedágio à qualidade do serviço prestado. “Pedágio não pode significar apenas cobrança. Deve significar serviço, responsabilidade e respeito ao usuário”, destaca o documento.


A manifestação será encaminhada à Concessionária Rodovia dos Tamoios e à Agência de Transporte do Estado de São Paulo para conhecimento e fiscalização das medidas adotadas durante as interdições.


Impactos em toda a região

Os reflexos dos bloqueios alcançam todo o Litoral Norte, afetando o deslocamento de moradores e trabalhadores, o transporte de pacientes e mercadorias, além do turismo, comércio e serviços.


Para Executivo e Legislativo, embora as interdições sejam necessárias quando há risco, a repetição do problema exige investimentos e medidas capazes de reduzir os transtornos.


Na terça-feira, uma pista da Serra antiga voltou a ser liberada no sentido Litoral. O tráfego foi retomado, mas a cobrança permanece por soluções que garantam segurança e mobilidade na principal ligação rodoviária da região.

 

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