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João Colucci destaca alternativas de mobilidade de Ilhabela no Dia Mundial Sem Carro

há 10 minutos
2 min de leitura

O Dia Mundial Sem Carro, celebrado nesta terça-feira (22), chama atenção para um desafio que faz parte da rotina das cidades: criar alternativas para que o carro deixe de ser a única opção nos deslocamentos. Em Ilhabela, ônibus, bicicletas, patinetes e até o transporte pelo mar dividem espaço nesse cenário.


Vice-prefeito de Ilhabela, João Colucci acompanhou a implantação e ampliação de parte dessas alternativas e avalia que a experiência da cidade pode contribuir para a discussão sobre mobilidade também nos demais municípios do Litoral Norte.


“Mobilidade não se resolve apenas abrindo novas vias. É preciso pensar em diferentes formas de deslocamento e entender a característica de cada cidade. Em Ilhabela, temos uma realidade muito particular, que permite integrar bicicleta, transporte coletivo e transporte pelo mar”, afirma.


Hoje, o transporte coletivo de Ilhabela atende cerca de 12 mil passageiros por dia e conta com 32 ônibus em operação. A cidade também incorporou o Aquabus ao sistema de transporte público, aproveitando uma característica natural do arquipélago para criar uma alternativa às viagens por terra.


O transporte aquaviário funciona diariamente e liga Ponta Azeda, Vila, Engenho D’Água, Perequê, Balsa e Praia Grande. A proposta é ampliar as possibilidades de deslocamento e reduzir a dependência das vias terrestres, especialmente em uma cidade que convive com aumento expressivo do movimento em determinados períodos do ano.


“Cada cidade tem uma realidade. O que funciona em Ilhabela pode não ser aplicado da mesma forma em Caraguatatuba, São Sebastião ou Ubatuba. Mas a experiência pode servir como referência para pensar soluções, compartilhar resultados e buscar investimentos de acordo com as necessidades de cada município”, diz Colucci.


Mais espaço para bicicletas e micromobilidade

As bicicletas também ganharam espaço na mobilidade da cidade. Ilhabela possui ciclovias e ciclofaixas em diferentes trechos das regiões central, norte e sul, além de obras e projetos que ampliam essa conexão.


Patinetes elétricos completam as opções de micromobilidade e passaram a fazer parte da paisagem urbana, principalmente nos trechos atendidos pela infraestrutura cicloviária.


Para João Colucci, oferecer alternativas precisa estar acompanhado de planejamento e educação no trânsito. “Quando a gente fala em mobilidade, não está falando apenas de trânsito. Estamos falando de tempo, acesso, qualidade de vida e desenvolvimento. O município precisa planejar como as pessoas vão se deslocar hoje e também como essa cidade vai crescer nos próximos anos”, afirma.


O incentivo ao uso da bicicleta também aparece em ações como o Passeio Ecociclístico, realizado tradicionalmente no município dentro da proposta de conscientização para formas alternativas de deslocamento.


Para Colucci, o debate sobre mobilidade ultrapassa os limites de cada cidade e exige articulação regional para enfrentar problemas comuns do Litoral Norte.


“O Litoral Norte tem características próprias e desafios que muitas vezes são comuns entre as cidades. Podemos aprender uns com os outros, compartilhar experiências e buscar recursos para transformar boas soluções municipais em políticas que atendam cada realidade”, conclui.

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