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Rede de proteção amplia debates sobre violência e segurança digital em Ilhabela

A atuação da rede de proteção à infância e adolescência, os desafios impostos pelo ambiente digital e a necessidade de ampliar espaços de escuta para jovens estiveram no centro de debates promovidos em Ilhabela. Profissionais da educação, saúde, segurança pública e representantes do sistema de garantia de direitos participaram de atividades voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.


As discussões integraram a campanha Faça Bonito, mobilização nacional voltada à conscientização sobre violência sexual infantojuvenil. A programação, realizada no auditório do Paço Municipal, reuniu 278 participantes em encontros divididos entre formação técnica para profissionais da rede e rodas de conversa direcionadas a estudantes do ensino fundamental e médio.


Durante a manhã, representantes do Conselho Tutelar, Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Civil, OAB e equipes da educação e saúde discutiram fluxos de atendimento e encaminhamento de casos no município. O objetivo foi alinhar procedimentos de acolhimento e fortalecer a articulação entre os órgãos responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes.


O Conselho Tutelar também apresentou dados sobre as demandas registradas em Ilhabela e destacou os principais desafios enfrentados no acompanhamento de situações de violência. Entre os pontos debatidos esteve a necessidade de ampliar mecanismos de identificação precoce e fortalecer o suporte oferecido às vítimas e às famílias.


Outro eixo das discussões tratou dos impactos das redes sociais e dos riscos enfrentados por crianças e adolescentes no ambiente virtual. A programação abordou a aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nas plataformas digitais, além de situações relacionadas à exposição online, violência virtual e compartilhamento indevido de conteúdo envolvendo menores.


No período da tarde, estudantes entre 11 e 17 anos participaram de debates sobre protagonismo juvenil, machismo estrutural, gravidez na adolescência e responsabilidade social. As atividades abriram espaço para relatos sobre experiências vividas dentro e fora do ambiente escolar, além de discussões sobre representatividade estudantil e participação dos jovens em temas sociais.


A divisão da programação entre profissionais da rede e adolescentes buscou aproximar diferentes frentes da proteção integral. Enquanto técnicos discutiram estratégias de atendimento e acolhimento, os estudantes participaram de ações preventivas voltadas ao fortalecimento da informação, da autonomia e da identificação de situações de violência no cotidiano.


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