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Ubatuba registra 128 casos de dengue e reforça alerta para vacinação de adolescentes


Com o verão em curso e projeções nacionais que indicam aumento na incidência de dengue em 2026, Ubatuba já contabiliza 128 casos confirmados da doença até o dia 9 de fevereiro. O município também registra 11 casos positivados para chikungunya, segundo dados da Vigilância Epidemiológica de Ubatuba (Viep).


O cenário acende o alerta das autoridades de saúde, especialmente diante da baixa cobertura vacinal entre adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo da campanha de imunização contra a dengue. De acordo com a Viep, 34% dos jovens receberam a primeira dose da vacina, o que representa 2.041 aplicações. Já a segunda dose foi aplicada em apenas 14,21% do público, totalizando 855 adolescentes imunizados.


A enfermeira coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alyne Ambrogi, explica que a adesão insuficiente tem sido um dos principais desafios enfrentados pelas equipes. “Essa resistência compromete o alcance da meta estabelecida no Plano Nacional de Vacinação, dificultando a proteção da comunidade escolar e ampliando a vulnerabilidade dos jovens ao vírus”, destacou.


Estratégias para ampliar a imunização

Desde o início da oferta da vacina, a Secretaria Municipal de Saúde tem adotado medidas para ampliar a cobertura vacinal. Entre as estratégias estão a busca ativa de adolescentes não vacinados, ampliação do horário de atendimento nas unidades de saúde, funcionamento aos sábados e ações de vacinação dentro das escolas.


Segundo a Secretaria, a colaboração dos pais e responsáveis é fundamental para o avanço da imunização. “Precisamos da conscientização das famílias sobre a importância da vacina. Há estudos que comprovam sua efetividade na redução de casos e de formas graves da doença”, reforçou Alyne.

Um estudo internacional publicado na revista científica The Lancet Infectious Diseases demonstrou a eficácia da vacina contra a dengue em adolescentes. A pesquisa foi conduzida no Brasil por cientistas da Fiocruz e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), durante a epidemia histórica registrada em 2024.


Prevenção continua sendo essencial

A dengue pode se manifestar de forma leve ou evoluir para quadros graves, com febre alta, dores no corpo, mal-estar e risco de complicações hemorrágicas e hospitalizações. A vacina é considerada uma ferramenta adicional de proteção, mas não substitui as medidas de prevenção.

Paralelamente à campanha de imunização, as equipes de Controle de Endemias intensificaram as visitas domiciliares, ações de nebulização e identificação de focos do mosquito Aedes aegypti. O trabalho inclui orientação direta às famílias para eliminar possíveis criadouros em quintais, terrenos baldios e áreas públicas.


A Secretaria de Saúde reforça que o combate à dengue exige mobilização coletiva. Entre as principais recomendações estão eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas d’água bem vedadas, limpar ralos regularmente, permitir a entrada dos agentes de saúde durante as vistorias e utilizar repelente.

Denúncias de possíveis focos do mosquito podem ser feitas à Vigilância em Saúde pelo telefone 3834-2323.

 

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